OS SERINGAIS E A NOVA ECONOMIA – COLUNAS (RE)PUBLICADAS

Por Lúcio Albuquerque
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1964 em RO (II)
OS SERINGAIS E A NOVA ECONOMIA
Desde os 30 anos finais do século XIX, um fator foi fundamental para a economia do futuro Estado de Rondônia, representado pelo estabelecimento de muitos seringais, o que atraiu incursões constantes pelas selvas, onde iam se instalando as “estradas de seringa”.
Na região a busca constante de novos “campos de borracha” gerou a invasão de uma região pertencente à Bolívia, o que gerou em 1903 o Tratado de Petrópolis, à construção da ferrovia Madeira-Mamoré, ao surgimento, em 1943, de Rondônia e, com a abertura da BR-29 em 1960, o movimento migratório para Rondônia e o estabelecimento do Incra, para ordenar a distribuição e utilização do solo.
Esse trabalho permitiu as implantações dos Projetos de Colonização e que a ocupação do solo fosse feita de forma ordenada, facilitando o que hoje é a potência que se transformou Rondônia na área do agro.
ASSIS CANUTO
Sobre os seringais é interessante ler o eu disse o engenheiro agrônomo Assis Canuto, segundo em comando da equipe do Incra que tratou da questão e da implantação dos Projetos de Colonização, sob liderança do capitão Sílvio Gonçalves de Farias.
“A estrutura dos seringais tinha como referência as “estradas de seringa”, os caminhos que os seringueiros percorriam para acessar as árvores (seringueiras) de onde retiravam o látex, e o número de estradas definiam uma “colocação” de seringa. O conjunto das colocações definiam as dimensões dos seringais.
Esses seringais passaram de pais para filhos através do tempo e cujos limites sempre eram respeitados, apesar de não demarcados topograficamente, mas se tinha uma noção de tamanho ou superfície de cada um.
Canuto continua: Sempre foi assim! Com o recurso de interpretação de fotografias áreas ao lado de informação de quem conhecia o seringal, o Capitão Silvio e sua equipe traçaram os “prováveis” limites de quase todos os seringais, mormente aqueles que mais nos interessavam para implantação de projetos de colonização ou de assentamento para serem ocupados pelos agricultores (colonos) que aqui chegavam.
Em alguns casos esses seringais eram registrados em livros cartoriais do Amazonas e do Mato Grosso e esses livros, então ainda existentes, foram quase todos estudados e até ciliados pelo Capitão. Assim se mensuravam as áreas “prováveis” dos seringais.
Obs: é importante registrar a estruturação da base do Estado, iniciada na administração Humberto Guedes (1975/79) com a interiorização de mão-de-obra, criação de infraestrutura e o trabalho de seu sucessor, Jorge Teixeira.
Livro do historiador Emanuel Pontes Pinto narra o evento que acabou gerando Rondônia
A produção da borracha, que gerou uma guerra, foi fundamental para Rondônia
Assis Canuto (de barba), Luís Melo e Capitão Sílvio, da equipe do Incra
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