Diretor do Dnit que usa tornozeleira pede exoneração após reportagem

Marcos de Brito é investigado por participar de esquema de desvio de dinheiro de aposentados. Ele usa tornozeleira eletrônica desde dezembro

A medida, que ainda não foi oficializada, ocorre após a Coluna revelar que ele permanecia no cargo usando tornozeleira. Ele foi um dos alvos da Polícia Federal (PF) durante a última fase da Operação Sem Desconto, do dia 18 de dezembro de 2025.
Marcos é acusado de integrar um esquema de desvio de recursos de aposentados do INSS e, há 22 dias, cumpre suas atividades usando tornozeleira eletrônica. Ele teria sido um dos servidores responsáveis por auxiliar Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, durante sua gestão como superintendente do INSS no Nordeste.
A exoneração foi confirmado por servidores do Ministério dos Transportes. Segundo apurado pela Coluna, Marcos tem afirmado que pretende deixar a diretoria do Dnit para se dedicar integralmente à sua defesa. Com a exoneração, ele deverá abrir mão do salário de R$ 23 mil.
Segundo a Polícia Federal, o diretor financeiro do Dnit estaria entre “os agentes centrais da engrenagem criminosa”, atuando para viabilizar o fluxo de descontos associativos fraudulentos diretamente na fo
A investigação aponta que passagens aéreas emitidas em nome de Marcos foram custeadas por uma empresa de fachada ligada a Careca. Além disso, mensagens obtidas pela PF indicam que ele teria recebido R$ 20 mil como pagamento pa Federal, “o recebimento de valores por parte de Marcos Brito, sob determinação de Antonio Camilo, o insere entre os agentes centrais da engrenagem criminosa, sendo indispensável à obtenção, circulação e aproveitamento dos proveitos ilícitos”.
A PF chegou a pedir a prisão preventiva do servidor, mas a solicitação foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
A coluna buscou contato com Marcos por meio de seu gabinete, mas foi informada de que o servidor está de férias e retornará a Brasília no dia 20 de janeiro. O Dnit também foi procurado pelo menos três vezes. A coluna aguarda manifestação.
O que é o Dnit
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes é a autarquia responsável por implementar a política de infraestrutura de transportes terrestres e aquaviários do país, e tem orçamento de R$ 11 bilhões para este ano.
O órgão atua como gestor e executor, sob a jurisdição do Ministério dos Transportes, das vias navegáveis, ferrovias e rodovias federais, além de instalações de transbordo e portos fluviais e lacustres.
Historicamente, o Dnit é controlado pelo Centrão e já foi alvo de inúmeras investigações envolvendo esquemas de corrupção.
(Metrópoles)
Mais notícias
Pré-candidato, Zema confunde Alvorada com Planalto em ataque ao governoZema publica vídeo e erra ao identificar residência oficial da Presidência Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Minas…
Saída de agente americano marca fim de ciclo de cooperação com autoridades brasileirasAgente americano deixa o Brasil após atuação em cooperação internacional O agente de segurança norte-americano que atuava no Brasil em…
Primeira pesquisa Quaest de 2026 põe Tarcísio e Haddad frente a frente em SPQuaest medirá pela primeira vez disputa entre Tarcísio e Haddad em São Paulo A corrida pelo governo de São Paulo…
Mercado acompanha com cautela possível acordo de delação ligado ao BRBPossível delação de ex-dirigente do BRB amplia tensão no mercado financeiro A possibilidade de um acordo de delação envolvendo um…
A história de Odacir Soares, do jornalismo à vida pública na AmazôniaOdacir Soares uniu jornalismo e política entre Acre e Rondônia A trajetória de Odacir Soares reúne dois capítulos marcantes da…
Estados Unidos ampliam trégua entre Israel e Líbano após reunião na Casa BrancaTrump anuncia prorrogação de cessar-fogo entre Israel e Líbano por três semanas O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou…
Pré-candidato, Zema confunde Alvorada com Planalto em ataque ao governo
Primeira pesquisa Quaest de 2026 põe Tarcísio e Haddad frente a frente em SP
Crise no Rio chega ao Supremo após ofensiva de Douglas Ruas pelo governo estadual