Emissão da nova Carteira de Identidade Nacional pode ser iniciada por telefone em alguns estados

18 de março de 2026 • Por Dimas

A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional tem avançado no país com a adoção de mecanismos que buscam ampliar o acesso da população ao documento. Em algumas unidades da federação, cidadãos já podem iniciar o processo de solicitação por telefone, medida que visa reduzir filas e facilitar o atendimento, sobretudo em regiões com menor cobertura digital.

A CIN, que utiliza o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) como identificador único, integra uma política coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos para padronizar a identificação civil no território nacional. O novo modelo substitui gradualmente os antigos registros gerais (RG), com o objetivo de reduzir fraudes e melhorar a interoperabilidade entre bases de dados públicas.

O agendamento telefônico tem sido adotado por órgãos estaduais de identificação como alternativa complementar aos canais digitais. Por meio desse sistema, o cidadão pode marcar data e horário para atendimento presencial, etapa ainda obrigatória para coleta biométrica e validação documental. A iniciativa beneficia especialmente idosos e pessoas com dificuldades de acesso à internet.

Apesar da possibilidade de iniciar o processo por telefone, a emissão do documento segue exigindo a apresentação de certidão de nascimento ou casamento atualizada, além do CPF regularizado junto à Receita Federal. A primeira via da CIN é gratuita, enquanto segundas vias podem ter cobrança, conforme legislação estadual.

De acordo com dados do governo federal, a implementação da nova identidade já alcança todos os estados brasileiros, embora os canais de atendimento variem de acordo com a estrutura local. Em regiões mais remotas, o uso do telefone tem sido apontado como solução viável para ampliar a cobertura do serviço.

A expectativa do governo é que a CIN esteja amplamente disseminada até 2032, prazo estipulado para a substituição definitiva do modelo antigo. Até lá, documentos de identidade atuais permanecem válidos em todo o território nacional.

Especialistas avaliam que a diversificação dos canais de acesso, incluindo o atendimento telefônico, é essencial para garantir a inclusão social no processo de modernização da identificação civil. Ao mesmo tempo, destacam a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura e capacitação para assegurar a eficiência e a segurança do sistema.

Dimas Barbosa: SRTE 1524

 

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