Lula define Alckmin como vice para 2026 e mantém estratégia de frente ampla

29 de março de 2026 • Por Dimas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu manter o atual vice-presidente Geraldo Alckmin como companheiro de chapa na disputa pela reeleição em outubro deste ano. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A permanência da chapa repete a estratégia adotada em 2022, quando a aliança entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) foi interpretada como um movimento de ampliação política em direção ao centro. À época, a composição foi considerada decisiva para alargar a base eleitoral e garantir maior competitividade no pleito.

Papel de Alckmin no governo

Além da Vice-Presidência, Alckmin ocupa o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, onde tem desempenhado papel relevante, sobretudo em momentos de tensão no comércio internacional. Um dos episódios recentes envolveu medidas protecionistas adotadas pelo governo do ex-presidente Donald Trump, que impactaram produtos brasileiros.

Dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o perfil moderado de Alckmin contribui para o diálogo com setores empresariais e políticos fora da base tradicional do PT, reforçando a governabilidade e a articulação institucional.

Alternativas descartadas

Ao longo dos últimos meses, alas do PT discutiram a possibilidade de incluir um nome do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) como vice, em uma tentativa de criar um novo fato político para a campanha. No entanto, essa alternativa perdeu força.

No último sábado, o presidente do partido, Edinho Silva, afirmou que tanto o MDB quanto o Partido Social Democrático (PSD) não devem integrar a aliança nacional, embora acordos regionais não estejam descartados.

Reconfiguração em São Paulo

A decisão de manter Alckmin na vice também está relacionada às mudanças no cenário político em São Paulo. No início do ano, havia a possibilidade de o vice-presidente disputar o governo estadual ou uma vaga no Senado, hipótese que foi abandonada nas últimas semanas.

O ex-ministro Fernando Haddad foi confirmado como pré-candidato ao governo paulista, enquanto a ministra do Planejamento, Simone Tebet, filiou-se ao PSB com o objetivo de disputar uma cadeira no Senado.

Possível composição com Marina

Ainda no cenário paulista, a formação da chapa segue em discussão. A tendência, segundo interlocutores, é que a segunda vaga seja ocupada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A ministra avalia uma eventual mudança partidária, podendo deixar a Rede Sustentabilidade para se filiar ao PT ou ao PSOL.

Com a definição de Alckmin como vice, Lula reforça a estratégia de continuidade e busca estabilidade política para a disputa eleitoral, apostando na manutenção de uma aliança que já demonstrou eficácia em pleitos anteriores.

 

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