CNBB sai em defesa de Leão XIV e reage a críticas de Trump com apelo à autoridade moral do papado


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou nesta segunda-feira (13) uma nota oficial em apoio ao papa Leão XIV, após declarações críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O episódio evidencia tensões recentes entre lideranças políticas e a autoridade religiosa do Vaticano em temas sensíveis como segurança, imigração e conflitos internacionais.
Em publicação na plataforma Truth Social, Trump classificou o pontífice como “fraco no combate ao crime”, em reação a posicionamentos do papa sobre políticas migratórias e questões geopolíticas, incluindo críticas a ações militares. A manifestação foi interpretada por autoridades eclesiásticas como um ataque direto à condução pastoral do chefe da Igreja Católica.
Na nota, assinada pelo presidente da CNBB, Jaime Spengler, e demais integrantes da cúpula da entidade, os bispos brasileiros ressaltam que “a autoridade espiritual e moral do papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho”. O documento reforça a posição da Igreja de atuar como mediadora em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre nações.
O texto também expressa comunhão institucional com o pontífice, destacando que os valores evangélicos devem prevalecer sobre disputas políticas circunstanciais. A manifestação ocorre em um contexto de crescente polarização internacional, no qual líderes religiosos têm ampliado sua atuação em debates públicos globais.
A crise ganhou repercussão adicional após novas declarações de Trump, que voltou a criticar o papa em tom pessoal. Em paralelo, integrantes do Vaticano e autoridades europeias reagiram negativamente. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou as declarações como “inaceitáveis”, elevando o tom diplomático do episódio.
Além de Spengler, a nota da CNBB é subscrita por João Justino de Medeiros, Paulo Jackson e Ricardo Hoepers, que integram a presidência da entidade.
A manifestação da CNBB insere-se em uma tradição diplomática da Igreja Católica de preservar a autoridade moral do papado frente a pressões políticas, reiterando o papel do Vaticano como ator relevante na mediação de conflitos e na promoção de valores universais.
Dimas Barbosa
SRTE 1524 RO
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