Presidente da Alerj recorre ao STF para tentar assumir comando do governo do Rio
O deputado estadual Douglas Ruas (PL), recém-eleito presidente da Assembleia Legislativa do Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar garantir o direito de assumir interinamente o governo do Rio de Janeiro. O movimento amplia a crise institucional instalada no Estado após mudanças na linha sucessória do comando fluminense.
Ao ser escolhido para comandar a Alerj, Ruas passou a ocupar posição estratégica na sucessão estadual, tornando-se o primeiro nome da linha para substituir temporariamente o chefe do Executivo em caso de vacância. A eleição, porém, foi cercada por controvérsias jurídicas e questionamentos da oposição, que contestou a legalidade da sessão que o levou ao cargo.
Poucas horas após a votação, decisões judiciais suspenderam os efeitos da eleição, sob o entendimento de que a nova composição da Assembleia deveria aguardar definições da Justiça Eleitoral antes de uma nova escolha para a presidência da Casa. A medida interrompeu, ao menos momentaneamente, a possibilidade de Ruas assumir o Palácio Guanabara.
Diante do impasse, a equipe jurídica da Assembleia elaborou uma ação para ser apresentada ao Supremo, com o argumento de que a sucessão deve respeitar a autonomia do Legislativo estadual e que o parlamentar tem prerrogativa legal para ocupar o governo interinamente. A defesa sustenta que a indefinição institucional pode comprometer a estabilidade administrativa do Estado.
Nos bastidores, aliados de Ruas avaliam que a disputa no Supremo pode redefinir o equilíbrio político no Rio de Janeiro em um momento sensível, marcado pela antecipação das articulações para a sucessão estadual de 2026. O caso também passou a ser acompanhado por lideranças nacionais, já que envolve diretamente um dos principais colégios eleitorais do país.
A decisão do STF poderá não apenas determinar quem assume o comando temporário do governo fluminense, mas também estabelecer um precedente sobre os limites da atuação dos parlamentos estaduais em situações de vacância no Executivo. Até lá, o Rio de Janeiro permanece no centro de uma disputa política que ultrapassou as fronteiras da Assembleia e chegou à mais alta Corte do país.