Harvard revela alimentos que ajudam a proteger o cérebro de doenças


O que colocamos no prato pode influenciar muito mais do que o corpo. Pesquisas recentes mostram que a alimentação também exerce papel direto na saúde do cérebro, impactando memória, raciocínio e até o risco de doenças neurodegenerativas ao longo da vida.
Um estudo conduzido pela Universidade de Harvard identificou grupos de alimentos associados a melhor desempenho cognitivo e a uma menor chance de declínio mental com o envelhecimento. A análise indica que nutrientes específicos ajudam a preservar as funções cerebrais e a retardar problemas como a perda de memória.
Entre os principais aliados do cérebro estão os vegetais verdes e folhosos, como couve, espinafre e brócolis. Esses alimentos concentram vitaminas do complexo B, antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, que contribuem para reduzir o estresse oxidativo e favorecer funções como atenção, planejamento e tomada de decisão.

Outro destaque são os peixes gordurosos, a exemplo de salmão, atum e sardinha. Ricos em ômega 3, eles ajudam a manter a saúde das células cerebrais e estão associados à redução do acúmulo de proteínas ligadas a doenças neurodegenerativas. Essas gorduras também participam da comunicação entre os neurônios.
As frutas vermelhas, como morango, mirtilo e cereja, aparecem na lista por serem fontes de flavonoides. Essas substâncias naturais têm ação anti-inflamatória e antioxidante e já foram relacionadas, em diferentes pesquisas, a um menor risco de demências e a um envelhecimento cerebral mais lento.

Oleaginosas, como nozes e castanhas, também entram como aliadas da mente. Elas fornecem gorduras boas, minerais e antioxidantes que ajudam a proteger o cérebro, além de estarem associadas a melhor desempenho de memória e raciocínio quando consumidas regularmente.
Por fim, a cafeína aparece como um estímulo importante para a atenção e o estado de alerta. Presente no café e em outras bebidas, ela atua sobre neurotransmissores ligados ao foco e ao raciocínio. Especialistas, no entanto, alertam para o consumo moderado e para o cuidado com o excesso de açúcar, que pode anular os benefícios para o cérebro. (Metrópoles)
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