Justiça atende família e decreta interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

15 de abril de 2026 • Por Dimas

A Justiça de São Paulo decretou, nesta quarta-feira (15), a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, em razão do agravamento de seu estado de saúde provocado pelo avanço da Alzheimer. A decisão atende a um pedido apresentado por seus filhos.

A solicitação foi protocolada por Paulo Henrique, Luciana e Beatriz Cardoso, que apontaram a progressão da doença como fator determinante para a medida judicial. Com a decisão, Paulo Henrique Cardoso foi designado curador provisório do ex-presidente, tornando-se responsável por seus atos civis.

Na prática, a curadoria confere ao filho a administração legal de questões financeiras, patrimoniais e jurídicas de Fernando Henrique. De acordo com informações constantes no processo, essa função já vinha sendo exercida de forma informal pela família, diante da condição clínica do ex-presidente.

O pedido de interdição foi apresentado pelos advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Ávila, do escritório Bermudes Advogados. A ação incluiu laudo médico recente que atesta o estágio avançado da doença e a incapacidade do ex-presidente de gerir autonomamente sua vida civil.

Sociólogo de formação, Fernando Henrique Cardoso governou o País por dois mandatos consecutivos, entre 1995 e 2002, e foi o primeiro presidente eleito a conquistar a reeleição por voto direto, em 1998. Nos últimos anos, seu estado de saúde vinha sendo acompanhado com discrição por familiares.

A decisão judicial segue o que prevê a legislação brasileira para casos de incapacidade civil, em que a interdição é adotada para resguardar os interesses e o bem-estar do indivíduo, garantindo a administração adequada de seus direitos e deveres.

Mais notícias