Registro de “estamos livres” contrasta com prisão de Ramagem pelo ICE nos EUA

13 de abril de 2026 • Por Dimas

Foto com Ramagem e Eduardo Bolsonaro nos EUA ganha novo contexto após prisão pelo ICE

Uma fotografia publicada em fevereiro pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro ao lado do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e do influenciador Allan dos Santos voltou a ganhar repercussão após a prisão de Ramagem pelos agentes do ICE nos Estados Unidos.

No registro, feito em 13 de fevereiro, o grupo aparece em território norte-americano afirmando estar “livre” e associando sua permanência no país a uma suposta perseguição política no Brasil. Na publicação, Eduardo Bolsonaro escreveu que os três não poderiam retornar ao Brasil, mas estariam “livres” e “seguindo lutando por liberdade”.

A imagem foi divulgada em meio ao contexto em que os envolvidos alegavam perseguição por decisões do Supremo Tribunal Federal, especialmente relacionadas a investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Meses depois, Ramagem foi detido por autoridades migratórias dos Estados Unidos em meio a um processo que envolve sua situação no país e uma condenação no Brasil por crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. A prisão foi confirmada pela Polícia Federal, que aponta cooperação internacional com autoridades norte-americanas.

Segundo informações do caso, Ramagem teria deixado o Brasil após o avanço de processos judiciais e ingressado nos Estados Unidos por rota que incluiu passagem pela fronteira com a Guiana. Ele era considerado foragido após condenação no Brasil.

A prisão ocorre em meio a uma série de desdobramentos envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no exterior, incluindo investigações e medidas judiciais que atingem integrantes do núcleo político do grupo.

Aliados de Ramagem afirmam que a detenção estaria relacionada apenas a questões migratórias e não ao pedido de extradição feito pelo governo brasileiro, que segue em análise pelas autoridades dos Estados Unidos.

O caso reacende a atenção sobre a atuação de políticos e influenciadores brasileiros no exterior e a cooperação entre sistemas judiciais e migratórios em processos envolvendo condenados pela Justiça brasileira.

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