Novas medidas do governo buscam segurar preços do diesel e gás de cozinha

O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) um novo conjunto de medidas para conter a alta dos combustíveis no Brasil, em meio à forte instabilidade no mercado internacional de petróleo. A iniciativa envolve a publicação de três decretos que visam garantir que os subsídios ao diesel e ao gás de cozinha cheguem efetivamente ao consumidor final.
Coordenado pelos ministérios da Fazenda, de Minas e Energia e do Planejamento, o pacote surge como resposta direta aos impactos do agravamento das tensões no Oriente Médio, que vêm pressionando os preços globais da energia.
Entre as principais mudanças, está a exigência de maior transparência por parte das distribuidoras. As empresas beneficiadas pelos subsídios deverão informar semanalmente suas margens de lucro à Agência Nacional do Petróleo. A medida busca impedir que os incentivos públicos sejam absorvidos ao longo da cadeia, sem refletir na redução dos preços ao consumidor.
O governo também estabeleceu prazos e regras para adesão dos estados ao programa, fixando o dia 24 de abril como limite para formalização da participação. A intenção é garantir uma implementação rápida e uniforme das medidas em todo o país.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a fiscalização será intensificada e defendeu a participação da população no controle dos preços. Segundo ele, a transparência será um dos pilares para assegurar a efetividade da política.
Dados apresentados pelo secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, mostram que operações recentes já fiscalizaram mais de 8 mil postos de combustíveis em todo o país. Como resultado, foram abertas 378 investigações contra distribuidoras por suspeita de práticas abusivas.
Para o gás de cozinha, o governo prevê um reforço orçamentário de cerca de R$ 300 milhões. O objetivo é reduzir os custos de produção e evitar que a alta internacional afete de forma mais intensa o orçamento das famílias brasileiras.
Já o ministro interino da Fazenda, Rogério Ceron, procurou tranquilizar o mercado ao afirmar que não há risco de desabastecimento. Segundo ele, os estoques atuais estão 25% acima da demanda, o que garante segurança no curto prazo.
Com a publicação dos decretos no Diário Oficial da União prevista para esta quarta-feira, o governo aposta na combinação de subsídios, fiscalização e transparência para estabilizar os preços dos combustíveis e reduzir os impactos da crise internacional sobre a economia brasileira.
Mais notícias
Pré-candidato, Zema confunde Alvorada com Planalto em ataque ao governoZema publica vídeo e erra ao identificar residência oficial da Presidência Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Minas…
Saída de agente americano marca fim de ciclo de cooperação com autoridades brasileirasAgente americano deixa o Brasil após atuação em cooperação internacional O agente de segurança norte-americano que atuava no Brasil em…
Primeira pesquisa Quaest de 2026 põe Tarcísio e Haddad frente a frente em SPQuaest medirá pela primeira vez disputa entre Tarcísio e Haddad em São Paulo A corrida pelo governo de São Paulo…
Mercado acompanha com cautela possível acordo de delação ligado ao BRBPossível delação de ex-dirigente do BRB amplia tensão no mercado financeiro A possibilidade de um acordo de delação envolvendo um…
A história de Odacir Soares, do jornalismo à vida pública na AmazôniaOdacir Soares uniu jornalismo e política entre Acre e Rondônia A trajetória de Odacir Soares reúne dois capítulos marcantes da…
Estados Unidos ampliam trégua entre Israel e Líbano após reunião na Casa BrancaTrump anuncia prorrogação de cessar-fogo entre Israel e Líbano por três semanas O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou…
Petrobras avalia recompra estratégica em meio à dependência de importações
Mercado de petróleo em rutura: AIE prevê conflito prolongado e preços voláteis
Embraer registra crescimento de 47% nas entregas no 1º trimestre de 2026