Rodrigo Pacheco destaca qualidades de Jorge Messias para vaga no STF

15 de abril de 2026 • Por Dimas

O  ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou nesta quarta-feira (15) um cenário político favorável à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao afirmar que o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “um ótimo quadro” e reúne “todas as condições” para aprovação, Pacheco antecipou, na prática, o tom que deve prevalecer na tramitação no Senado.

A declaração é vista, nos bastidores, como um gesto político relevante. Como ex-presidente da Casa, Pacheco tem influência direta sobre o ritmo da sabatina e da votação, além de atuar como articulador entre governo e senadores independentes — grupo considerado decisivo nesse tipo de indicação.

Integrantes da base governista avaliam que o apoio público reduz resistências iniciais e ajuda a consolidar maioria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa do processo. A leitura é de que, com o aval de Pacheco, a tendência é de uma tramitação sem grandes sobressaltos, embora a sabatina ainda possa expor questionamentos sobre a atuação de Messias à frente da Advocacia-Geral da União (AGU).

Reservadamente, senadores da oposição indicam que devem explorar temas sensíveis durante a sabatina, como a proximidade do indicado com o governo e sua participação em decisões jurídicas de interesse do Executivo. Ainda assim, interlocutores do Senado apontam que não há, até o momento, uma articulação consistente para barrar o nome.

A escolha de Jorge Messias também carrega peso político dentro do próprio governo. Considerado homem de confiança de Lula, ele ganhou projeção por sua atuação à frente da AGU e por participação em momentos-chave da atual gestão. Sua eventual ida ao STF é interpretada como movimento estratégico do Palácio do Planalto para consolidar influência institucional na Corte.

Por outro lado, a indicação ocorre em um ambiente de atenção redobrada sobre o equilíbrio entre os Poderes. Nos últimos anos, o STF ampliou seu protagonismo político, o que faz com que cada nova nomeação seja analisada não apenas sob critérios técnicos, mas também sob seu impacto no cenário político mais amplo.

Pelo rito constitucional, após a sabatina na CCJ, o nome de Messias precisará ser aprovado pela maioria absoluta do Senado em votação no plenário. A expectativa, diante das sinalizações iniciais, é de que o processo avance com relativa previsibilidade, mas o grau de apoio efetivo só será testado no momento da votação.


Se quiser, posso incluir também quem apoia e quem resiste, ou fazer um comparativo com indicações anteriores ao STF para enriquecer ainda mais a análise.

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